Estadão + Música | Thiago Ramil apresenta canções do disco ‘EmFrente’ – Cultura

Jovem cantor e compositor de Porto Alegre, Thiago Ramil participou do Estadão + Música para apresentar canções do seu novo  disco EmFrente (2018), que une influências familiares e um caminho próprio entre a música pop e a música de vanguarda.

Os shows de lançamento do disco ocorrem nesta quinta-feira, 22 de novembro, no Teatro Ipanema (a partir das 20h, com Cara Castro, no Rio), e na sexta-feira, 23, às 21h, na Casa do Baixo Augusta (em São Paulo).

Veja o programa:

O Estadão + Música é um programa semanal de músicas e entrevistas com artistas, exibido semanalmente às quartas-feiras, às 15h, nas redes sociais e no Youtube. O programa é uma produção da TV Estadão e do Estadão Cultura (Caderno 2).

‘Fogo & Sangue’, de George R. R. Martin, conta história anterior a ‘Game of thrones’; leia trecho | Pop & Arte

O livro foca na história do reinado de séculos dos Targaryen, desde Aegon, criador do disputado Trono de Ferro, até a guerra civil que acabou com o seu domínio sobre Westeros.

George R. R. Martin fala sobre 'Fogo & Sangue'

George R. R. Martin fala sobre ‘Fogo & Sangue’

Leia, abaixo, trecho de um capítulo de “Fogo & Sangue”, de George R. R. Martin:

Porto Real cresceu em torno de Aegon e sua corte, expandindo-se sobre as três grandes colinas e seus arredores junto à foz da Torrente da Água Negra. A maior dessas colinas se tornara conhecida como Colina de Aegon, e não demorou até que as menores fossem chamadas de Colina de Visenya e Colina de Rhaenys, e seus nomes antigos caíram no esquecimento. O tosco forte de mota que Aegon havia erigido tão rápido não tinha espaço nem pompa suficientes para abrigar o rei e sua corte e começara a se ampliar antes mesmo do fim da Conquista. Do lado de fora da paliçada, foram construídas uma nova fortaleza, de quinze metros de altura e toda de madeira, com uma galeria cavernosa no interior, e uma cozinha com paredes de pedra e telhado de ardósia para caso de incêndio. Apareceram estábulos e um celeiro. Erigiu-se uma nova torre de vigia, duas vezes maior que a mais antiga. Em pouco tempo, o Aegonforte já ameaçava extrapolar suas muralhas, então se ergueu uma nova paliçada, envolvendo uma área maior da colina e criando espaço suficiente para um alojamento, um arsenal, um septo e uma torre baixa.

Sob as colinas, cais e armazéns eram instalados ao longo das margens do rio, e embarcações mercantes de Vilavelha e das Cidades Livres já apareciam amarradas ao lado dos dracares dos Velaryon e dos Celtigar, onde no passado só se viam alguns barcos de pesca. Grande parte do comércio que passava por Lagoa da Donzela e Valdocaso agora vinha a Porto Real. Um mercado de peixe emergiu junto ao rio, e um de tecido entre as colinas. Apareceu uma aduana. Um septo modesto surgiu na Água Negra, no casco de uma coca velha, substituído por outro mais robusto, de pau a pique, na margem. Depois, foi construído um segundo septo, duas vezes maior e três vezes mais grandioso, no topo da Colina de Visenya, financiado pelo alto septão. Lojas e casas se disseminaram como cogumelos após uma chuva. Homens abastados erguiam solares murados nas encostas, enquanto os pobres se aglomeravam em choças esquálidas de palha e barro nos espaços mais baixos intermediários.

Ninguém planejou Porto Real. Ela simplesmente cresceu… mas cresceu rápido. Na primeira coroação de Aegon, o lugar ainda era um vilarejo aninhado sob um castelo de mota. Na segunda, já era uma pequena e próspera cidade com milhares de almas. Em 10 DC, era uma verdadeira metrópole, quase tão grande quanto Vila Gaivota ou Porto Branco. Em 25 DC, ela superara ambas e se tornara a terceira cidade mais populosa do reino, perdendo apenas para Lannisporto e Vilavelha.

No entanto, ao contrário de suas rivais, Porto Real não tinha muralhas. Não era preciso, segundo gostavam de dizer alguns de seus residentes; nenhum inimigo jamais se atreveria a atacar a cidade enquanto ela fosse defendida pelos Targaryen e seus dragões. O próprio rei talvez tenha partilhado dessa opinião inicialmente, mas a morte de sua irmã Rhaenys e do dragão Meraxes em 10 DC e os atentados cometidos contra ele próprio certamente o fizeram reconsiderar…

E, no ano 19 Depois da Conquista, chegaram a Westeros notícias de uma ousada incursão nas Ilhas do Verão, onde uma frota pirata saqueara Vila das Árvores Altas, roubando uma fortuna e levando embora mil mulheres e crianças para serem vendidas como escravas. Os relatos causaram grande preocupação ao rei, que percebeu que Porto Real também estaria vulnerável a qualquer inimigo astuto o bastante para avançar sobre a cidade enquanto ele e Visenya estivessem ausentes. Em vista disso, Sua Graça deu ordem para que fosse construído um complexo de muralhas em torno de Porto Real, tão altas e fortes quanto as que protegiam Vilavelha e Lannisporto. Sua construção foi encarregada ao grande meistre Gawen e a sor Osmund Strong, a Mão do Rei. Para honrar os Sete, Aegon decretou que a cidade teria sete portões, cada um defendido por uma imensa guarita e por torres. As obras começaram no ano seguinte e se estenderam até 26 DC.

Sor Osmund era o quarto a assumir o posto de Mão do Rei. O primeiro tinha sido lorde Orys Baratheon, o meio-irmão bastardo do rei e companheiro de juventude, mas lorde Orys havia sido capturado durante a Guerra Dornesa e sofrera a perda da mão da espada. Quando o resgate foi pago e o senhor voltou, ele pediu que o rei o dispensasse.

— A Mão do Rei precisa ter mão — disse ele. — Não quero que os homens falem do Toco do Rei.

Aegon então convocou Edmyn Tully, Senhor de Correrrio, para assumir como Mão. Lorde Edmyn serviu entre 7 e 9 DC, mas, quando sua esposa morreu no parto, ele decidiu que seus filhos precisavam mais dele do que o reino e solicitou permissão para voltar às terras fluviais. Alton Celtigar, Senhor de Ilha da Garra, assumiu no lugar de Tully, servindo com competência como Mão até morrer de causas naturais em 17 DC, quando então o rei nomeou sor Osmund Strong.

O grande meistre Gawen era o terceiro a assumir o posto. Aegon Targaryen sempre mantivera um meistre em Pedra do Dragão, tal como haviam feito seu pai e, antes dele, o pai de seu pai. Todos os grandes senhores de Westeros, e muitos dos menores e dos cavaleiros com terras, empregavam meistres treinados na Cidadela de Vilavelha para servir como curandeiros, escribas e conselheiros, para criar e treinar os corvos que levavam suas mensagens (e escrever e ler essas mensagens aos senhores que não possuíam tal habilidade), ajudar seus intendentes com as contas da residência e lecionar aos seus filhos. Durante as Guerras da Conquista, Aegon e suas irmãs mantinham um meistre a serviço de cada um, e, depois, o rei às vezes empregava até meia dúzia para lidar com todas as questões que lhe eram apresentadas.

Mas os homens mais sábios e eruditos dos Sete Reinos eram os arquimeistres da Cidadela, cada um deles considerado a autoridade suprema em uma das grandes disciplinas. Em 5 DC, o rei Aegon, avaliando que o reino poderia se beneficiar de tamanha sapiência, solicitou que o Conclave lhe enviasse um desses para atuar como conselheiro e assessor em todas as questões relativas ao governo do reino. E assim foi criado o posto de grande meistre, a pedido do rei Aegon.

O primeiro homem a servir nessa função foi o arquimeistre Ollidar, guardião das histórias, cujos anel, bastão e máscara eram de bronze. Embora dotado de excepcional erudição, Ollidar também era excepcionalmente velho e deixou este mundo menos de um ano após assumir o mantelete de grande meistre. Para seu lugar, o Conclave escolheu o arquimeistre Lyonce, cujos anel, bastão e máscara eram de ouro amarelo. Ele se mostrou mais robusto que seu antecessor, servindo ao reino até 12 DC, quando escorregou na lama, fraturou a bacia e morreu pouco tempo depois, quando então o grande meistre Gawen foi promovido.

A instituição do pequeno conselho do rei só se desenvolveu plenamente no reinado do rei Jaehaerys, o Conciliador, mas isso não significa que Aegon i tenha governado sem o benefício de conselheiros. Sabe-se que ele se consultava frequentemente com seus diversos grandes meistres, e também com seus meistres pessoais. Em assuntos relativos a impostos, dívidas e receitas, ele buscava o conselho de seus mestres da moeda. Embora mantivesse um septão em Porto Real e outro em Pedra do Dragão, era mais comum que o rei escrevesse ao alto septão de Vilavelha para tratar de questões religiosas e sempre tratava de visitar o Septo Estrelado durante sua turnê anual. Mais do que com todos esses, o rei Aegon contava com a Mão do Rei e, claro, com suas irmãs, as rainhas Rhaenys e Visenya.

A rainha Rhaenys era uma grande patrona dos bardos e cantores dos Sete Reinos, cobrindo de ouro e presentes a todos que a agradavam. Embora a rainha Visenya considerasse a irmã frívola, havia nisso sabedoria que ia além de um simples amor pela música. Pois os cantores do reino, ansiosos para conquistar as graças da rainha, compunham muitas melodias para louvar a Casa Targaryen e o rei Aegon, e eles cantavam essas melodias em toda fortaleza, todo castelo e vilarejo entre a Marca de Dorne e a Muralha. E, assim, a Conquista se tornou gloriosa para o povo simples, enquanto Aegon, o Dragão, foi transformado em um rei heroico.

A rainha Rhaenys também nutria grande interesse pelo povo comum, e um amor especial por mulheres e crianças. Uma vez, quando ela estava recebendo a corte no Aegonforte, trouxeram-lhe um homem que havia espancado a própria esposa até a morte. Os irmãos da vítima queriam que ele fosse castigado, mas o marido defendeu que suas ações foram legítimas, pois ele encontrara a esposa na cama com outro homem. O direito de um marido de castigar uma esposa infiel era bem estabelecido em todos os Sete Reinos (exceto Dorne). O homem acrescentou, ainda, que o bastão que ele usara para espancar a mulher não era mais grosso que seu próprio polegar, e até apresentou o objeto como prova. No entanto, quando a rainha lhe perguntou quantos golpes ele dera, o marido não soube responder, mas os irmãos da mulher morta insistiram que haviam sido cem golpes.

A rainha Rhaenys se consultou com seus meistres e septões e, por fim, declarou sua decisão. O adultério de uma esposa era uma ofensa contra os Sete, que haviam criado as mulheres para serem fiéis e obedientes a seus maridos, e, portanto, ela devia ser punida. Contudo, como deus tem apenas sete faces, o castigo deveria consistir em somente seis golpes (pois o sétimo seria para o Estranho, e o Estranho é a face da morte). Assim, os primeiros seis golpes que o homem dera haviam sido legítimos… mas os demais noventa e quatro foram uma ofensa contra deuses e homens e precisavam ser punidos na mesma medida. A partir daquele dia, a “regra de seis” se tornou parte da lei. (O marido foi levado até a base da Colina de Rhaenys, onde os irmãos da mulher morta lhe desferiram noventa e quatro golpes com bastões de tamanho determinado pela lei.)

A rainha Visenya não partilhava do amor que sua irmã tinha por música e canto. No entanto, também não era desprovida de humor, e por muitos anos manteve seu próprio bobo, um corcunda hirsuto chamado lorde Cara de Macaco, cujas estripulias muito a divertiam. Quando ele morreu engasgado com um caroço de pêssego, a rainha adquiriu um símio e o vestiu com as roupas de lorde Cara de Macaco.

— O novo é mais esperto — dizia ela.

Contudo, havia um caráter sombrio em Visenya Targaryen. Para a maior parte do mundo, ela apresentava o rosto sério de uma guerreira, rigorosa e inclemente. Seus admiradores diziam que até mesmo sua beleza era afiada. A mais velha das três cabeças do dragão, Visenya viria a viver mais que os irmãos, e corriam boatos de que, em seus últimos anos, quando já não conseguia mais brandir uma espada, ela se dedicou às artes obscuras, misturando venenos e invocando feitiços malignos. Há até quem sugira que ela possa ter sido fratricida e regicida, embora jamais tenha sido apresentada qualquer prova para embasar tais calúnias.

Se fosse verdade, seria uma ironia cruel, pois, na juventude, ninguém se empenhou mais que ela para proteger o rei. Em duas ocasiões, Visenya brandiu Irmã Sombria em defesa de Aegon quando ele foi atacado por assassinos dorneses. Alternando-se entre desconfiança e ferocidade, ela não confiava em ninguém além do irmão. Durante a Guerra Dornesa, ela usava uma cota de malha noite e dia, inclusive sob seus trajes de gala, e instou o rei a fazer o mesmo. Como Aegon se recusou, Visenya ficou furiosa.

— Até mesmo com Fogonegro na mão, você é apenas um homem — disse ela. — E eu não posso estar sempre por perto.

Quando o rei destacou que estava cercado de guardas, Visenya sacou Irmã Sombria e fez um corte na bochecha dele, tão rápido que os guardas não tiveram tempo de reagir.

— Seus guardas são lentos e preguiçosos — avisou ela. — Eu poderia ter matado você com a mesma facilidade com que o cortei. Você precisa de mais proteção.

O rei Aegon, sangrando, foi obrigado a concordar.

Muitos reis tinham campeões para defendê-los. Aegon era o senhor dos Sete Reinos; portanto, a rainha Visenya decidiu que ele devia ter sete campeões. E assim se constituiu a Guarda Real; uma irmandade de sete cavaleiros, os melhores do reino, trajados com manto e armadura do branco mais puro, cujo único propósito era defender o rei, abrindo mão da própria vida se necessário. Para compor seus votos, Visenya se inspirou nos da Patrulha da Noite; tal como os corvos de mantos negros da Muralha,os Espadas Brancas serviam por toda a vida, abrindo mão de terras, títulos e bens materiais para levar uma vida de castidade e obediência, cuja única recompensa era a honra.

Foram tantos os cavaleiros que se ofereceram como candidatos para a Guarda Real que o rei Aegon considerou realizar um grande torneio para determinar quais eram os mais dignos. No entanto, Visenya não quis saber. Um cavaleiro da Guarda Real, disse ela, precisava de mais do que mera habilidade marcial. Ela não queria correr o risco de cercar o rei com homens de lealdade duvidosa, por melhor que fosse o desempenho deles em um combate corpo a corpo. Escolheria os cavaleiros pessoalmente.

Ela selecionou campeões jovens e velhos, altos e baixos, morenos e louros. Eles vieram de todos os cantos do reino. Alguns eram filhos caçulas, outros, herdeiros de casas ancestrais que abriram mão da herança para servir ao rei. Um era um cavaleiro andante, outro, um bastardo. Todos eram ágeis, fortes, observadores, habilidosos com espada e escudo, e dedicados ao rei.

Estes são os nomes dos Sete de Aegon, tal como foram escritos no Livro Branco da Guarda Real: sor Richard Roote; sor Addison Hill, Bastardo de Campodemilho; sor Gregor Goode; sor Griffith Goode, seu irmão; sor Humfrey, o Saltimbanco; sor Robin Darklyn, conhecido como Tordoscuro; e sor Corlys Velaryon, senhor comandante. A história confirmou que Visenya escolhera bem. Dois dos sete originais morreriam para proteger o rei, e todos serviriam bravamente até o fim da vida. Muitos homens valentes seguiram seus passos desde então, registrando seus nomes no Livro Branco e, portanto, vestindo o manto branco. A Guarda Real é até hoje sinônimo de honra.

Praça do Ciclista será reformada e enquete pública recebe sugestões para projeto – São Paulo

O paulistano pode dar sugestões para um projeto que vai reformar a Praça do Ciclista, na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, na região central de São Paulo. O local, que é um espaço de lazer da população – em especial, dos ciclistas -, passará por reforma com previsão de entrega no dia 25 de janeiro, data de aniversário da cidade.

Começa nesta quarta-feira, 21, o período de enquete pública para coletar a opinião de frequentadores e simpatizantes da praça sobre o projeto arquitetônico e o plano de revitalização. Para participar, os interessados podem enviar suas contribuições aqui até o dia 28, próxima quarta-feira. 

Duas empresas assinaram um termo de cooperação com a Prefeitura Regional da Sé para revitalizar e manter a praça. A área, somada aos canteiros e ao entorno, tem 1,6 mil metros quadrados. O projeto arquitetônico será desenvolvido com as sugestões da enquete e com grupos de ciclistas nos próximos dias. Após a elaboração do projeto, a construção poderá incluir bloqueios na região. 

Em 17 de outubro de 2007, a Praça do Ciclista foi oficializada por lei com o nome atual. O local é ponto de encontro de manifestações políticas e atos de ciclistas. Na praça, funciona ainda a Horta do Ciclista (do Grupo de União de Hortas Comunitárias de São Paulo).

A ação de recuperação da área é uma parceria da Prefeitura com a Sense Bike, fabricante nacional de bicicleta, e a Eureka Coworking,  um estúdio situado em frente à praça. Segundo as empresas, para desenvolver o projeto arquitetônico de revitalização, foi convocado o estúdio Guto Requena, também vizinho do local.

Temer quer adiar mudança na Caixa para ajudar Bolsonaro

O presidente Michel Temer quer adiar a votação de uma alteração no estatuto da Caixa que retira do presidente da República a prerrogativa de escolher quem comanda o banco. A mudança atende às novas determinações da Lei das Estatais.

Temer conversou com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e pediu para ele falar com a presidente do Conselho de Administração, Ana Paula Vescovi, que apreciará o tema. O presidente argumentou que seria melhor esperar que Jair Bolsonaro pelo menos indique quem será o presidente da Caixa na sua gestão.

BNDES quer recursos do FGTS para financiar saneamento e mobilidade urbana – Economia

RIO – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já entregou ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) o pleito para se credenciar como agente financeiro do fundo, ampliando o volume de recursos para o financiamento a investimentos em saneamento e mobilidade urbana.

Segundo a superintendente de Saneamento e Transportes do BNDES, Luciene Machado, que participou nesta quarta-feira, 21, de evento promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), no Rio, o banco trabalha agora na construção de um “manual” para definir como poderia se dar o credenciamento. Uma decisão poderia ser tomada no primeiro trimestre de 2019, previu a executiva.

A diretora do BNDES evitou estimar quanto o banco de fomento poderia obter com o FGTS, mas disse que o valor de referência seria o montante atual de desembolsos para saneamento básico, na casa de R$ 1 bilhão ao ano.

Segundo Luciene, o BNDES tem funding equacionado para manter os desembolsos anuais nesse nível, mas o credenciamento para obter os recursos seria uma forma de oferecer ao FGTS remuneração superior à média, aplicando recursos que ficam ociosos.

MP do saneamento

A perda de validade da Medida Provisória 844/2018, que atualiza o marco legal do saneamento básico no País, freará a entrada de mais atores privados no setor no Brasil, avalia Luciene Machado.

Editada em julho pelo presidente Michel Temer, a MP não chegou a ser apreciada nem na Câmara nem no Senado. A declaração da perda de validade da medida está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira.

Segundo o governo, o texto iria facilitar a Estados e municípios fechar contratos para a expansão das redes de água tratada e esgoto. A MP também atribuía à Agência Nacional de Águas (ANS) competência para editar normas de referência nacionais sobre o serviço de saneamento e trazia dispositivos para facilitar a privatização de empresas públicas de saneamento.

Para Luciene, a melhoria no marco regulatório do setor atrairia investidores privados e aumentaria o apetite pelo financiamento a esses investimentos. “Quem financia está interessado em metas e em sua repercussão nas tarifas”, disse a superintendente do BNDES.

Segundo a executiva, a perda de validade da MP atrapalha ainda o trabalho do BNDES na estruturação de processos de privatização no setor de saneamento nos Estados. Em processo iniciado em 2016, o BNDES passou a assessorar Estados interessados em buscar parcerias com o setor privado. Atualmente, o trabalho é feito com oito Estados.

Astro de Creed desafia o ex-campeão mundial Roy Jones Jr.

 

A estrela do filme Creed II, Michael B. Jordan, desafiou o ex-campeão mundial Roy Jones Jr.. O ator, de 31 anos, tem aperfeiçoado suas habilidades de boxe há vários anos por seu papel como Adonis Creed nos novos filmes da franquia “Rocky” / “Creed”, e recentemente se gabou para TMZ.com que ele poderua enfrentar o ex-campeão de 49 anos.

Roy, que esteve ativo como boxeador e venceu uma luta em fevereiro, lançou um desafio a Michael para apoiar suas palavras com seus punhos.

“Se Michael B. quiser, entre em contato com Roy Jones Jr. e nós faremos isso acontecer”, disse ele em um vídeo publicado pelo site de fofocas dos EUA. Ele aconselhou a estrela a obter seus detalhes de contato dos editores do TMZ para organizar a luta.

Michael admitiu que não teria sido páreo para Roy no auge de sua carreira – quando o boxeador se tornou o primeiro em mais de um século a ganhar cinturões mundiais nas categorias dos médios e dos pesos pesados.

Roy Jones disse que precisa de quatro ou cinco semanas de treinamento. “Eu sei que ele não pode me bater ainda”, explicou ele. “Eu sei que ele provavelmente está em melhores condições, porque ele é mais jovem … mas eu sou um veterano velha escola.”

Michael está atualmente na trilha promocional de “Creed II”, no qual ele interpreta Adonis, o pugilista filho do rival de Rocky Balboa e amigo Apollo Creed – que o personagem de Sylvester Stallone lutou no filme original de 1976 “Rocky”.

O primeiro filme “Creed” relançou a franquia para se concentrar em Adonis – com Rocky assumindo o papel de seu treinador. Dirigido por Ryan Coogler, cineasta do filme “Pantera Negra”, ganhou elogios e foi um sucesso de bilheteria – arrecadando mais de US$ 170 milhões.

Mozart Neves será o ministro da Educação de Bolsonaro

O educador Mozart Neves Ramos será o ministro da Educação do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Fontes ouvidas pelo Estado afirmam que a oficialização deve sair no máximo até quinta-feita, 22, quando ele tem conversa marcada com o presidente eleito.

A escolha de Mozart acontece após a aproximação de Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, ao grupo de Bolsonaro. O futuro ministro é um dos nomes mais conhecidos da educação atualmente no País. É diretor do Instituto Ayrton Senna, mas foi o primeiro presidente-executivo do Todos pela Educação e secretário de Educação de Pernambuco.

Formado em química e ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ramos esteve ao lado de Viviane em todas as reuniões feitas com o presidente eleito durante e depois da eleição.

Ramos não é vinculado a nenhum partido e, por isso, transita bem pela esquerda e pela direita. Tem boas relações inclusive com Fernando Haddad (PT), candidato derrotado por Bolsonaro nas eleições. Eles se aproximaram durante o período em que Ramos ocupou a secretaria de Estado, entre 2003 e 2006, no governo de Jarbas Vasconcelos (MDB). Haddad era o ministro da Educação.

No Todos pela Educação,  notabilizou-se por estudos que mostravam a falta de professores no País, principalmente para áreas de ciências. Entre suas defesas na área estão também o ensino integral e as competências socioemocionais, como empatia e trabalho em equipe, bandeira atual do Instituto Ayrton Senna.

Mozart Neves Ramos foi diretor executivo do Todos pela Educação

Seu nome é visto com otimismo por especialistas da área, mas há a preocupação sobre o que ele fará em relação às pautas defendidas pelo presidente eleito, como Escola sem Partido, colégios militares e educação a distância.

 

Lollapalooza na Argentina terá Los Hermanos e Caetano Veloso, e no Chile terá MC Kevinho; veja diferenças para o Brasil


Festival em Buenos Aires e Santiago, nos dias 29, 30 e 31 de março, também têm Kendrick Lamar e Arctic Monkeys na programação, mas atrações locais e brasileiras mudam; veja line-up. MC Kevinho
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Os artistas brasileiros são as principais diferenças entre as edições de Sâo Paulo, Buenos Aires e Santiago do Lollapalooza 2019. Enquanto o festival no Brasil terá os Tribalistas como principal artista nacional, Argentina e Chile terão Caetano Veloso e filhos na programação.
Além disso, Los Hermanos vão se apresentar apenas em Buenos Aires e MC Kevinho está escalado para Santiago.
As edições chilena e argentina acontecem antes da brasileira, ambas nos dias 29, 30 e 31 de março. Entre os outros artistas que se apresentam lá, mas não no Brasil, estão o norteamericano Kamasi Washington e a espanhola Rosalía.
VEJA A PROGRAMAÇÃO DO LOLLAPALOOZA BRASIL 2019
Veja abaixo a programação do Lollapalooza Argentina e saiba mais no site:
Cartaz do Lollapalooza Argentina 2019
Divulgação
Veja abaixo a programação do Lollapalooza Santiago e saiba mais no site:
Cartaz do Lollapalooza Chile 2019
Divulgação

Ministério Público apreende veículos de luxo e obra de arte em casa de Ronaldinho em Porto Alegre – Esportes

O Ministério Público do Rio Grande do Sul cumpriu mandado de busca e apreensão de bens na manhã desta quarta-feira, 21, em uma das residências do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, no bairro Cavalhada, na zona Sul de Porto Alegre. No imóvel, foram recolhidos três veículos e mais uma obra de arte. As duas BMW e o Mercedez-Benz estão avaliadas, preliminarmente, em R$ 200 mil. O quadro pode valer até US$ 20 mil (R$ 75 Mil).

A identidade do artista ainda não foi revelada. A ação foi coordenada pela Promotoria de Meio Ambiente de Porto Alegre.

“Nós fomos cumprir um mandado de busca e apreensão de veículos e objetos de luxo, que foi autorizado pelo juiz da 1ª Vara Cível da Restinga, tendo em vista uma dívida bastante vultosa do senhor Roberto de Assis Moreira e do Instituto Ronaldinho Gaúcho”, ressalta a promotora Ana Marchesan.

A ofensiva teve como objetivo reaver valores da família Assis Moreira, uma vez que Ronaldinho, Assis o irmão dele e a empresa Reno Construções e Incorporações foram condenados por crime ambiental pela construção ilegal de um trapiche, com plataforma de pesca e atracadouro na Orla do Guaíba, considerada área de preservação ambiental. A sentença transitou em julgado em fevereiro de 2015. Como os réus não foram localizados, eles foram intimados por edital em 2017. O valor das multas e da indenização chega a R$ 8,5 milhões.

No início do mês, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) determinou a apreensão dos passaportes de Ronaldinho Gaúcho e do irmão dele Assis devido ao não pagamento da dívida por dano ambiental em Porto Alegre. A decisão atende a um pedido do Ministério Público. Segundo sentença do desembargador Newton Fabrício, os réus foram omissos durante o processo e sempre se recusaram a receber intimações.

Na ocasião, o magistrado ainda cita que só foi possível intimar os irmãos quando um oficial de justiça foi até a Assembleia Legislativa durante depoimento de Roberto Assis na CPI do Instituto Ronaldinho. “Apesar de fotografados rotineiramente, em diferentes lugares do mundo, corroborando o trânsito internacional intenso mediante a juntada de Certidões de Movimentos Migratórios, os recorrentes, curiosamente, em seu país de origem, possuem paradeiro incerto e/ou não sabido”, afirmou o desembargador na decisão.

A reportagem segue tentando contato com os advogados da família Assis Moreira.

Procuradoria no Brasil vai investigar ‘Marcelo Piloto’ por assassinato no Paraguai

Marcelo Piloto foi entregue à Polícia Federal brasileira na cidade de Foz do Iguaçu Foto: Paraguay’s Police / AFP

A Procuradoria-Geral da República recebeu, na segunda-feira, 19, informações do Ministério Público do Paraguai sobre o traficante brasileiro Marcelo Pinheiro Veiga, o ‘Marcelo Piloto’. Ele estava detido no Paraguai desde 13 de dezembro, para fins de extradição, e, no último sábado, 17, matou Lidia Meza Burgos a facadas no presídio. Após o crime, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez, decidiu expulsar ‘Piloto’ do país.

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria. O traficante já está no Brasil, na penitenciária federal de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná.

A Procuradoria-Geral, por meio da Secretaria de Cooperação Internacional, foi informada pelas autoridades paraguaias de que as provas e ‘os elementos incriminatórios’ do homicídio, em especial perícias e depoimentos de testemunhas, serão imediatamente colhidos e, em seguida, remetidos ao Brasil para que ‘Marcelo Piloto’ possa ser julgado aqui.

Segundo o secretário adjunto da Secretaria de Cooperação Internacional Carlos Bruno Ferreira o Ministério Público Federal atuará no caso seguindo entendimento do Superior Tribunal de Justiça e da Câmara Criminal do Ministério Público Federal, firmado em 2014, que prevê a instauração de procedimento criminal tendo como base as informações enviadas pelo Ministério Público do país de onde o acusado veio.

“Já recebemos as apurações do Ministério Público do Paraguai sobre a morte de Lidia Meza Burgos e, com esses dados, vamos instaurar um procedimento criminal contra ‘Marcelo Piloto’ para apurar sua participação no crime”, afirmou Carlos Bruno Ferreira.