Karol Conka se proclama ‘original sem cópia’ no discurso altivo e autorreferente do single ‘Kaça’ | Blog do Mauro Ferreira

Karol Conka se proclama 'original sem cópia' no discurso altivo e autorreferente do single 'Kaça' | Blog do Mauro Ferreira

A julgar pelo discurso altivo e autorreferente adotado por Karol Conka em Kaça, primeiro single do álbum Ambulante, a rapper curitibana se sente o alvo principal do que chama de “temporada de kaça” nos versos desse rap de batida seca em que Conka se revela fera indomada.

Se a batida formatada pelo produtor Boss in Drama cai no suingue brasileiro na estrofe iniciada com o verso “Mais um que passou, só mais um que passa”, o discurso de Conka mantém o tom aguerrido e marrento, alvejando quem a crítica e/ou a imita.

Na letra, a artista se proclama “original sem cópia” e “dona do Lalá, do próprio nariz e de tudo o que eu criar”. Lalá é citação do single lançado em julho de 2017 pela rapper com letra que versa sobre o sexo oral feminino.

Capa do single 'Kaça', de Karol Conka — Foto: Bruno Trindade Capa do single 'Kaça', de Karol Conka — Foto: Bruno Trindade

Capa do single ‘Kaça’, de Karol Conka — Foto: Bruno Trindade

Single promovido com clipe dirigido e roteirizado por J. Brivilati, Kaça é vigorosa primeira amostra do segundo álbum da rapper, Ambulante, arquitetado há mais de dois anos e enfim programado para ser lançado em 9 de novembro pela gravadora Sony Music.

Confiado no meio do processo somente ao produtor Boss in Drama, Ambulante sai com dez músicas inéditas. Eis a letra de Kaça :

Eles querem meu sangue na taça

Karol Conka, dona do Lalá

Do próprio nariz e tudo o que eu criar

Pode até tentar me imitar

Assume que eu tenho a minha marra

Você não consegue evitar

Você não consegue me rotular

Pra nos levantar, precisei tombar

Me cansei de quem fala de empoderar

Pra se aproximar, pra se apropriar

Quer falar de superação?

Muito prazer, sou a própria

Mais um que passou, só mais um que passa

Tem que ter habilidade na Kaça

Tô à vontade levantando a taça

Fique ligeiro, sempre tem quem faça

Achou que eu ia desistir, vai ter que engolir

Pois eu não cheguei até aqui pra não existir

Tchê, tchê, tchê, tchê

No meu reino não tem rei

No meu reino não tem rei, é

Quer falar de superação?

Muito prazer, sou a própria

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