‘Nasce uma estrela’, ‘Tudo por um pop star’, ‘Goosebumps’: Leia críticas dos filmes que estreiam | Cinema

'Nasce uma estrela', 'Tudo por um pop star', 'Goosebumps': Leia críticas dos filmes que estreiam | Cinema

O protagonista entre as estreias da semana é o drama musical “Nasce uma estrela”, com Lady Gaga e Bradley Cooper – em uma boa estreia como diretor. Para o Dia das Crianças, tem o brasileiro “Tudo por um pop star”, com um trio carismático de atrizes, e a aventura à moda antiga “Goosebumps 2”.

O G1 comenta as principais estreias da semana no VÍDEO acima; leia críticas abaixo

Lady Gaga e Bradley Cooper estrelam trailer de 'Nasce uma estrela'

Lady Gaga e Bradley Cooper estrelam trailer de ‘Nasce uma estrela’

Um diretor estreante, uma atriz nada experiente, uma trama manjada e, para completar, esta foto de cartaz aí acima que parece uma capa de caderno dos anos 90.

“Nasce uma Estrela” tinha chances de causar arrepios pelos motivos errados. Mas quem for ao cinema a partir do dia 11 de outubro provavelmente vai se arrepiar de emoção mesmo.

A primeira vez de Bradley Cooper como diretor é muito certinha: ele não apela para excessos, reviravoltas ou tiques de estreante. O ator de 43 anos comanda um drama musical sem clichês e com temas atuais da cultura pop.

Bradley Cooper e Lady Gaga em cena de 'Nasce uma estrela' — Foto: Divulgação Bradley Cooper e Lady Gaga em cena de 'Nasce uma estrela' — Foto: Divulgação

Bradley Cooper e Lady Gaga em cena de ‘Nasce uma estrela’ — Foto: Divulgação

Ele precisa só de três minutos para nos fazer apaixonar pelo casal do filme, com os dois se conhecendo em meio a amizades com drag queens e goles de gin com comprimidos para atenuar dores de ouvido e da depressão.

É uma proeza fazer algo sem clichês, levando em conta que este é o quarto filme com o nome “Nasce uma Estrela”. Os outros (de 1937, 1954 e 1976) também eram baseados em uma ideia dos roteiristas William A. Wellman e Robert Carson. Leia crítica completa.

Segundo longa da diretora italiana Laura Bispuri, que concorreu na competição principal em Berlim 2018, “Minha Filha” é um drama que retrata o dilema da menina Vittoria (Sara Casu), dividida entre sua mãe biológica, Angelica (Alba Rohrwacher) e aquela que a criou, Tina (Valeria Golino).

Tina foi quem criou a menina desde bebê, assumindo a criança que Angelica não queria e lhe deu. Angelica é uma mulher que sobrevive de prostituição, cai no alcoolismo e vive numa casa semidestruída, que ela está prestes a perder por falta de pagamento.

Cena do filme 'Minha filha' — Foto: Divulgação Cena do filme 'Minha filha' — Foto: Divulgação

Cena do filme ‘Minha filha’ — Foto: Divulgação

A menina ignorava sua origem até que Angelica, decidida a partir, pede a Tina para vê-la. Mesmo que não lhe digam a verdade, Vittoria é bastante inteligente para intuir o que está acontecendo. Empenha-se para descobrir quem é, afinal, esta mulher tão diferente daquela a quem sempre chamou de mãe, que se torna uma companheira de estranhas aventuras. (Reuters)

Dirigido pelo casal de documentaristas portugueses João Miller Guerra e Filipa Reis, trata-se de uma combinação entre ficção e documentário. Mas, ao contrário da maioria dos híbridos que usam esse dispositivo como mero jogo de cena, o longa se apodera da realidade para acrescentar novas camadas de compreensão ao seu protagonista, sua jornada e o mundo que nos cerca.

Cena do filme 'Djon África' — Foto: Divulgação Cena do filme 'Djon África' — Foto: Divulgação

Cena do filme ‘Djon África’ — Foto: Divulgação

Miguel Moreira interpreta o personagem-título, jovem lisboeta que vai até Cabo Verde em busca do pai que nunca conheceu. A viagem é um pretexto para que ele interaja com figuras peculiares ao longo do trajeto, construindo uma narrativa sobre deslocamento, identidade e vestígios coloniais.

Moreira é uma presença forte no filme. Na tela, ele fala e muito ouve, especialmente em Cabo Verde, onde a paisagem e o colorido local vibrante (na bela fotografia de Vasco Viana) estão em sintonia com o bom espírito e delicadeza dos habitantes. (Reuters)

Baseado em livro de Thalita Rebouças, e dirigido por Bruno Garotti, “Tudo por um pop star” fala de um fenômeno antigo: o fanatismo pelas boy bands, que existe mais fortemente desde os anos de 1960, com os Beatles.

Filme "Tudo por um pop star" — Foto: Reprodução/trailer Filme "Tudo por um pop star" — Foto: Reprodução/trailer

Filme “Tudo por um pop star” — Foto: Reprodução/trailer

Aqui, as protagonistas são um trio de fãs da fictícia Slavabody, um grupo americano liderado por um brasileiro, conhecido como Slack (João Guilherme Ávila).

Manu (Klara Castanho), Gabi (Maísa Silva) e Ritinha (Mel Maia) são apaixonadas pela banda e fazem de tudo para vê-los tocar no Rio de Janeiro. Mas, primeiro, morando no interior, têm a dura tarefa de convencer os pais a deixá-las viajar com Babete (Giovanna Lancelotti), a prima riponga de uma delas.

O filme é, obviamente, feito única e exclusivamente para adolescentes aficionados por boy bands, capazes de identificar-se com os personagens e compreender suas motivações. O resultado, porém, não fica longe de um especial para a televisão. (Reuters)

‘Goosebumps 2 – Halloween assombrado’

A série de livros infanto-juvenis de terror e comédia “Goosebumps” ganha uma segunda incursão ao cinema – que não é uma adaptação de nenhum volume específico, mas uma combinação de elementos de vários deles.

Além disso, o próprio autor da série, R. L. Stine (Jack Black), é um personagem. É por culpa dele que seu primeiro romance inacabado dá vida ao boneco Slappy, que aterroriza a todos, trazendo à vida criaturas do Halloween.

Cena de 'Goosebumps 2 - Halloween Assombrado' — Foto: Divulgação Cena de 'Goosebumps 2 - Halloween Assombrado' — Foto: Divulgação

Cena de ‘Goosebumps 2 – Halloween Assombrado’ — Foto: Divulgação

Cabe aos adolescentes Sam (Caleel Harris), Sonny (Jeremy Ray Taylor) e a irmã mais velha dele, Sarah (Madison Iseman), descobrirem como parar Slappy. Mas isso tudo é uma espécie de pretexto para lançar mão de efeitos especiais feitos em animação para compor as criaturas.

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