Os Invisíveis e o Holocausto, essa tragédia que não termina nunca

A ‘viagem lisérgica’ do PT

RIO – Fiz o título do post anterior de forma um tanto apressado. Cansei, sim. Além de todos os medicamentos para o joelho, iniciei a acupuntura esta semana. Estava me sentindo bem melhor, até me arriscando a descer escada, mas ao me deitar ontem o joelho estava fervendo. Tem sido assim – esse aquecimento anormal, mais de seis meses após a cirurgia. Mas, enfim, continuo achando que a vida é bela. Gostei muito do papo ontem com José Eduardo Belmonte no set de O Riso de Ariano, acho que não tem o O, ele me falando de comédia, de Jacques Tati e dos filmes italianos em episódios que foram parte de sua formação. Belmonte emagreceu – 30 quilos! Achei-o ótimo. Não tenho dado conta de pequenas alegrias. Na terça, jantamos, minha colega e amiga Regina (Cavalcanti), a filha dela, Carol, a neta e eu para comemorar os 9 anos da Laura, no América da Paulista. 9 anos! Felicidades, Laura. Na quarta, o jantar foi com Orlando (Margarido), depois de assistirmos a Os Invisíveis, no Belas Artes. O acesso ao cinema foi complicado – havia uma manifestação, #EleNão. Apesar dos esforços, cada vez mais vejo predominar o #EleSim, ao redor. O horror, o horror. Gostei de Os Invisíveis, que costura de forma muito interessante as histórias de quatro judeus que sobreviveram ao nazismo, os depoimentos dos personagens reais, dois homens e duas mulheres, e a reconstituição dramática do que contam. Na coletiva da Mostra, perguntei a Ademar de Oliveira, que lá estava, que filmes estavam dando dinheiro nos cinemas dele? Ele disse que Os Invisíveis, e lá fui eu conferir o filme,m sobre o qual não havíamos dado nada no Caderno. Às vezes me pergunto sobre a utilidade do meu trabalho. Tantos filmes nos quais aposto, e que não acontecem. Mas os do Holocausto não valem. Há um público, não sei se exclusivamente judeu, que se encarrega do boca-a-boca. E eu não cesso de me surpreender. Quando a gente pensa que todas as histórias já foram contadas, sempre tem uma novidade. Essa é sobre os judeus que permaneceram clandestinos na Alemanha. Não teriam conseguido sem apoio. Gostei, me emocionei. Ainda existe solidariedade humana. O Holocausto! E tem gente que acredita que não aconteceu… Tem gente que, muito provavelmente, gostaria que acontecesse de novo, como os bárbaros que esculpiram, à faca, a suástica no corpo da garota, no Rio Grande. Depois, fomos, Orlando e eu, jantar no Riviera. Há quase 30 anos em São Paulo – cheguei aqui em dezembro de 1988 -, e jantando fora todo dia, TODO!, não me lembrava do Riviera e muito menos do piso superior, que tem uma vista bacana, um ângulo que pega a trifurcação da Paulista, da Rebouças e da Dr. Arnaldo, muito interessante. A propósito, achei umas delícia o risoto com molho de ragu. Permaneço hoje no Rio. Estou pensando em ver alguma peça. Olhei no programa e vi uma predominância de musicais. Talvez o do Gonzaguinha – talvez, em outro registro, a Nathalia Timberg na Maison de France, Através da Íris.

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