França irá devolver à África obras de arte saqueadas durante período colonial | Pop & Arte

A restituição de obras de arte africanas, tomadas pela França na época das colonizações, é o assunto de capa do jornal Libération desta quarta-feira (21). O diário obteve, em primeira mão, um relatório elaborado por especialistas que propõem a modificação das leis sobre o patrimônio francês: uma etapa essencial para que milhares de peças e documentos importantes sobre a história e a cultura da África sejam devolvidos a seus países de origem.

O jornal Libération pôde consultar as imensas listas que detalham os itens que a França pretende devolver às nações africanas: são milhares de joias, máscaras, estátuas e objetos nativos sagrados, classificados por país e reunidos em um documento de 40 volumes. O objetivo é cumprir a promessa do presidente francês, Emmanuel Macron, que, no ano passado, em viagem pelo continente africano, declarou que iria restituir o patrimônio saqueado pelos franceses na época da colonização.

Durante oito meses, especialistas se dedicaram a listar todos os tesouros africanos na França. Na próxima sexta-feira (23) eles entregarão ao governo francês o resultado deste trabalho que aponta que cerca de 90% do patrimônio africano está atualmente fora de seus países de origem, um desequilíbrio que intelectuais e políticos da África reclamam há anos que seja corrigido. A França está em possessão hoje de 90 mil itens africanos, a maioria conservada no Museu do Quai Branly, fundado pelo então presidente Jacques Chirac em 2006.

A reportagem detalha um verdadeiro sistema de apropriação, principalmente na África subsaariana, entre 1885 e 1960: cerca de 46 mil objetos. Um dos grandes obstáculos da restituição, no entanto, será a lei francesa, que impede que esses itens deixem os museus onde integram as coleções nacionais. Por isso, os especialistas irão propor ao governo a modificação do código do patrimônio francês, destaca Libération.

Polêmicas em torno das restituições

Outra questão que preocupa os historiadores é como devolver essas obras de arte: “para onde e para quem?”, pergunta o jornal. Libération lembra que os territórios africanos foram reformados desde a época da colonização. “Restituir uma máscara sagrada de uma etnia particular a um governo africano fará sentido?”, questiona. Muitos especialistas temem que a questão provoque debates acalorados nos países africanos envolvidos.

Na França, o assunto também divide: várias vozes começam a se elevar contra as restituições. “O que vai restar nos museus franceses?”, se pergunta a revista Le Point desta semana. A publicação destaca que vários dos objetos que serão restituídos foram também comprados por negociantes franceses de obras de arte, embora próprio o relatório elaborado pelos especialistas destaque que raramente o preço pago por esses objetos era justo.

Em editorial, Libération diz: “Vamos inverter a situação: o que diriam os franceses se, no passado, milhares de obras nos tivessem sido roubadas sem que a restituição delas não pudesse nem mesmo ser debatida?”. Para o diário, quem protesta contra “este ato de justiça” são nostálgicos da era colonial. “Os mesmos que defendem agressivamente a ‘identidade cultural francesa’ são aqueles que se opõem que outros possam recuperar uma parte daquilo que lhes foi arrancado à força”, conclui.

Kim Kardashian diz que fotos sexies dela incomodam Kanye West – Emais

Kim Kardashian e o marido Kanye West.

Kim Kardashian e o marido Kanye West. Foto: Eduardo Munoz/Reuters

Kim Kardashian tem um corpo que pode ser considerado escultural e publicar fotos sexies no Instagram é algo que, por vezes, incomoda Kanye West, segundo a empresária.

“Você pode ter problemas com seu marido, às vezes, por conta de muitas fotos como essa”, disse a socialite em entrevista a Ellen DeGeneres, que vai ao ar nesta quarta-feira, 21.

As duas se referiam a uma foto de Kim, publicada em agosto, em que ela aparece preparando um bolo vestindo apenas sutiã e calcinha.

Questionada se a foto incomoda o marido dela, a empresária disse que sim, rindo. “É meio a meio, porque ele sempre quer que eu seja eu mesma e [ao mesmo tempo] me sinta confiante, mas isso também o incomoda”, disse.

“Eu passo por ondas. Às vezes, eu estou tipo ‘Ok, serei mais conservadora no meu Instagram’ e às vezes eu realmente tenho de fazer algo se estou me sentindo bem comigo mesma ou se tenho treinado duro, e aí eu vou publicar algo e ele vai se chatear. É um ciclo”, completou Kim.

Independência

Recentemente, Kim se abriu sobre como ela pensava ser uma mulher mais independente antes de se casar com Kanye. “Eu acho que ao estar com um homem como o Kanye, você tem de aprender a ser um pouco não tão independente”, disse ela no programa de Alec Baldwin em outubro.

“Eu sempre fui tão independente e trabalhava e [tinha uma] agenda, e quando você casa e tem um marido que tem a própria carreira e depois tem filhos, sua independência… você tem de deixar isso [de lado]”, disse Kim e acrescentou: “Eu tive de aprender a estar

Eu sempre fui tão independente e trabalhava, e [tinha uma agenda], e quando você se casa e tem um marido que tem sua carreira e depois tem filhos, sua independência … você tem que deixar passar ”, ela disse, acrescentando: “Eu tive de aprender a estar com um homem como Kanye”.

Incêndio na Califórnia

Durante o programa de Ellen DeGeneres, Kim revelou que o marido angariou fundos para ajudar instituições americanas que acolhem bombeiros que atuaram nos grandes incêndios florestais que atingiram a Califórnia.

Ela apresentou um cheque no valor de US$ 200 mil destinados a California Fire Foundation e outro de mesmo valor para o California Community Foundation’s Wildfire Relief Fund.

“Somos sortudos. Somos abençoados. Sinto que somos muito abençoados por termos tido a ajuda dos bombeiros”, disse Kim sobre quase ter perdido sua casa. Ela e o marido contrataram bombeiros para evitar incêndio em sua vizinhança.

No final do programa, a empresária conheceu um bombeiro e a esposa dele que perderam a casa enquanto ele combatia chamas em outros lugares. Ela os presenteou com US$ 100 mil para ajudar da reconstrução de suas vidas.

Gwen Stefani e Blake Shelton fazem parceria em clipe de 'You Make It Feel Like Christmas'


Casal faz vídeo bem-humorado em clima natalino. Música integra álbum da cantora de 2017 e reeditado em outubro de 2018. Gwen Stefani e Blake Shelton em clipe de “You Make It Feel Like Christmas”
Reprodução/Instagram
Gwen Stefani e Blake Shelton já estão em clima de Natal. Juntos, eles cantam “You Make It Feel Like Christmas” e protagonizam um videoclipe fofo e bem-humorado.
No vídeo, o casal aparece em clima de festa e cercado de crianças dançando com roupinhas natalinas.
A música integra o disco de 2017 de Gwen Stefani, que leva o mesmo nome da canção. O álbum foi recentemente reeditado e ganhou cinco faixas adicionais.
No Instagram, Gwen Stefani compartilhou algumas imagens do clipe e agradeceu a participação do namorado.
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Suíços vão às urnas votar pelo tamanho dos chifres das vacas – Economia

GENEBRA – Os suíços irão às urnas no próximo fim de semana para votar em um assunto que está dividindo o país: o tamanho dos chifres das vacas. Símbolos do país alpino e parte de uma cultura rural profundamente respeitada, as vacas suíças têm, em sua grande maioria, seus chifres cortados por questão de segurança. 

Mas a campanha lançada por um fazendeiro quer que o governo conceda um cheque de cerca de US$ 200 por ano para cada vaca que não tenha seus chifres retirados. A constatação é de que, com os chifres, os animais de fato representam um custo maior, diante do risco de ferimentos. 

Estudos mostraram que fazendas com vacas com chifres têm mais casos de ferimentos, tanto entre animais como em relação aos trabalhadores.

Para os autores da proposta, porém, esse aumento no subsídio compensa, já que o bem-estar animal estaria garantido. Os chifres, segundo eles, ajudam as vacas a se comunicar e até regulam sua temperatura corporal.

Assim, o referendo vai perguntar se pecuaristas que deixam as vacas e cabras terem chifres com um crescimento natural e não os cortam têm direito a um subsídio superior aos demais. 

Chamada de “dignidade aos animais”, a proposta do referendo partiu de Armin Capaul, fazendeiro que conduziu a campanha por nove anos antes de conseguir as assinaturas suficientes para que o processo de votação fosse aprovado. 

Claudia Capaul e Armin Capaul, que se dizem “rebeldes”, explicaram ao Estado que outro fator que pesa é o espaço. “Para ter vacas com chifres, é necessário mais espaço”, esclareceu Claudia

Para ela, os fazendeiros precisam “ouvir” suas vacas e alerta que, quando elas têm seus chifres cortados, é “nítido” que ficam tristes. “Precisamos respeitar a natureza.” 

O governo já deixou claro que é contra a proposta. Mas, pela lei suíça, se a campanha for aprovada nas urnas, o Executivo não tem outra opção senão implementar a medida. 

Todos os anos anos os fazendeiros suíços recebem US$ 3 bilhões em subsídios agrícolas. Se a proposta fora aprovada no referente, o governo terá de destinar um cheque extra de US$ 30 milhões para os pecuaristas.

De acordo com as últimas pesquisas de opinião, a divisão é de tal dimensão que seria hoje difícil prever um vencedor. 

Bono Vox e Pharrell Williams cantam ‘Stayin’ Alive’ em ‘Jimmy Kimmel Live’ – Emais

Os cantores Bono Vox e Pharrell Williams.

Os cantores Bono Vox e Pharrell Williams. Foto: Reprodução/RED

O show anual de Jimmy Kimmel Live para arrecadar fundos para a campanha contra o vírus HIV na África nesta terça-feira, 20, contou com diversas personalidades como Kristen Bell, Chris Rock, Snoop Dogg, Channing Tatum e Mila Kunis.

No momento musical do programa, Bono Vox e Pharrell Williams decidiram cantar Stayin’ Alive, do Bee Gees, apenas acompanhados de piano. 

No início deste ano, o vocalista do U2 teve de cancelar um show por causa da perda temporária da voz. Na apresentação durante Jimmy Kimmel Live, ele mostrou que já está pronto para voltar à ativa.

Além de Bono e Pharrell, Brad Paisley, Zoe Saldanha, Tatum, Bell, Rock, Kunis e Kimmel cantaram We’re Going to Hell, música escrita especialmente para a ocasição. A mensagem é simples: “Se não ajudarmos as pessoas com Aids, vamos para o inferno”.

Assista ao vídeo:

 

 

Thiago Ramil segue em frente com segundo álbum pautado pela estética e poética do desassossego | Blog do Mauro Ferreira

Havia no primeiro álbum de Thiago Ramil, Leve embora (2015), uma música autoral intitulada Dizharmonia que simbolizou os (des)caminhos intencionalmente seguidos pelo cantor, compositor e músico gaúcho nesse inquietante disco de estreia.

Três anos depois, o sobrinho dos irmãos Kleiton Ramil, Kledir Ramil e Vitor Ramil apresenta um segundo álbum, EmFrente (Escápula Records), pautado pela mesma estética e poética do desassossego. Na disposição do título na capa que expõe arte de Fábio Baroli, o título EmFrente pode ser lido como Enfrente.

Capa do álbum 'EmFrente', de Thiago Ramil — Foto: Arte de Fábio Baroli Capa do álbum 'EmFrente', de Thiago Ramil — Foto: Arte de Fábio Baroli

Capa do álbum ‘EmFrente’, de Thiago Ramil — Foto: Arte de Fábio Baroli

É numa posição de enfrentamento que o artista desafia leis e fórmulas musicais ao longo das 14 faixas do álbum produzido pelo baixista Guilherme Ceron com o próprio Thiago Ramil. Os produtores criam sonoridade urdida com a mesma eletricidade dos versos. Até mesmo uma canção (quase) convencional sobre solidão, como Andorinha (Thiago Ramil), parece trazer na suavidade o germe da inquietude.

Música composta com base em ideias de Geórgia Macedo e Guilherme Ceron, Clareira criada (Thiago Ramil e Poty Bursh) abre o disco no tom da experimentação que rege o álbum, mostrando o cantautor queimando na fogueira interior (“Vi um mar ardendo em chamas / Hoje é cinza”).

Thiago Ramil assina a produção do álbum com o baixista Guilherme Ceron — Foto: Divulgação / Roberta Sant'Anna Thiago Ramil assina a produção do álbum com o baixista Guilherme Ceron — Foto: Divulgação / Roberta Sant'Anna

Thiago Ramil assina a produção do álbum com o baixista Guilherme Ceron — Foto: Divulgação / Roberta Sant’Anna

A ardência é novamente explicitada na música seguinte, Vai doer (Thiago Ramil), reiterando o desconforto intencional do álbum. À medida que o disco segue em frente, músicas como Mitocôndria (Thiago Ramil), Tropeço – gravada por Ramil com a parceira conterrânea (radicada no Rio de Janeiro) Duda Brack, também ela fora da ordem musical – e Campeão (Thiago Ramil) desafiam métricas, lógicas e noções de música boa.

O grupo gaúcho Apanhador Só engrossa o time de convidados do álbum EmFrente ao lado das cantoras Gutcha Ramil e Paola Kirst. À margem dos seguros caminhos harmônicos, Thiago Ramil trilha o próprio caminho com segurança.

“… A estrada começa aqui / Pé a frente a caminhada / Hei de ser o que escolhi…”, pontua Ramil nos versos de Cachaça (Thiago Ramil). Entre vozes de crianças, o cantautor confirma a escolha em Aqui (Thiago Ramil) no arremate acústico do disco: “Eis me aqui / Pra construir do que sobrar”. (Cotação: * * * 1/2)

Thiago Ramil lança o álbum esta semana com shows no Rio de Janeiro e São Paulo — Foto: Divulgação / Roberta Sant'Anna Thiago Ramil lança o álbum esta semana com shows no Rio de Janeiro e São Paulo — Foto: Divulgação / Roberta Sant'Anna

Thiago Ramil lança o álbum esta semana com shows no Rio de Janeiro e São Paulo — Foto: Divulgação / Roberta Sant’Anna

P.S.: Aviso aos navegantes cariocas e paulistanos: o show de lançamento do álbum EmFrente no Rio de Janeiro (RJ) é amanhã, 22 de novembro, no Teatro Ipanema. Na sexta-feira, 23 de novembro, Thiago Ramil sobe ao palco da Casa do Baixa Augusta, na cidade de São Paulo (SP).

 — Foto: Editoria de Arte / G1  — Foto: Editoria de Arte / G1

— Foto: Editoria de Arte / G1

Brasil e Chile assinam novo acordo de livre comércio nesta quarta – Economia

BRASÍLIA- Brasil e Chile assinam nesta quarta-feira, 21, um novo acordo de livre comércio que expande um pacto firmado em 1996. Além de atualizar os termos no campo comercial, o acordo assinado hoje trata de 24 áreas não tarifárias, que vão desde a eliminação do roaming internacional para chamadas e transmissão de dados entre os dois países, até o compromisso que não será produzida, no Chile, uma bebida chamada “cachaça” ou, na via inversa, que seja feita no Brasil uma bebida chamada “pisco chileno”.

Também foram incorporados capítulos que não existem em outros acordos do Brasil, como comércio eletrônico, micro e pequenas empresas, temas trabalhistas e estímulo à igualdade de gênero. Além disso, o documento a ser firmado hoje incorpora um acordo sobre compras públicas e investimentos no setor financeiro assinado em 2018 e outro de cooperação e facilitação de investimentos assinado em 2015.

O acordo será assinado em Santiago, numa cerimônia à qual estarão presentes o presidente Michel Temer e o presidente do Chile, Sebastián Piñera. O presidente é acompanhado pelos ministros da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, e pelo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes.

O Chile é uma prioridade para o comércio exterior brasileiro por seu dinamismo econômico e também por integrar a Aliança do Pacífico (junto com México, Peru e Colômbia). O fluxo comercial entre os dois países somou US$ 8,1 bilhões de janeiro a outubro deste ano, um incremento de 15% sobre igual período de 2017. O Chile é o segundo maior parceiro comercial do Brasil na América do Sul, atrás da Argentina.

“Passados mais de vinte anos desde a assinatura do acordo de 1996, que eliminou as barreiras tarifárias nos fluxos entre Brasil e Chile, constatamos a necessidade de aprofundar a redução de entraves não tarifários e de refletir novas dimensões do comércio internacional”, disse Marcos Jorge em nota distribuída por sua assessoria de imprensa.

Para o secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto, o acordo com o Chile “cria regras de última geração que contribuirão para ampliar e estimular o comércio e os investimentos bilaterais, aumentando o acesso para exportações brasileiras de bens e de serviços”. Esse poderá ser um modelo para as diversas negociações das quais o Brasil participa no momento.

Uma medida de peso na área de facilitação de comércio é o compromisso dos dois países de buscar a interoperabilidade de seus portais únicos de comércio exterior. Dessa forma, documentos exigidos no comércio exterior poderão ser entregues em formato digital. Com isso, a expectativa é reduzir em 35% o custo da burocracia nessas operações. Brasil e Chile vão reconhecer mutuamente os Operadores Econômicos Autorizados, que são empresas com bom histórico de conformidade e que, por isso, podem usar uma via rápida para suas operações.

Katy Perry é a mulher mais bem paga da música em 2018, com US$ 83 milhões | Pop & Arte

A turnê mundial de Katy Parry “Witness” rendeu mais de US$ 1 milhão por noite e fez da cantora a mulher mais bem paga da música em 2018, de acordo com lista anual da Forbes divulgada na segunda-feira (19).

A cantora ganhou US$ 83 milhões entre junho de 2017 e junho de 2018 e foi da nona posição, registrada no ano passado, ao topo da lista neste ano. Além da turnê, Katy Perry faturou US$ 20 milhões como jurada do programa “American Idol reboot”.

Em segundo lugar, ficou Taylor Swift, com US$ 80 milhões. Ela colheu os lucros do álbum “Reputation”, que vendeu mais de 2 milhões de cópias na primeira semana. Parte da turnê da cantora ajuda a engrossar o faturamento.

Beyoncé, que ocupou o topo da lista em 2017 após o sucesso de “Lemonade”, ficou em terceiro lugar, com US$ 60 milhões, devido ao álbum que lançou com Jay-Z e o começo da turnê “On The Run II”.

Confira a lista das 10 mulheres mais bem pagas na música em 2018:

  1. Katy Perry – 83 milhões
  2. Taylor Swift – 80 milhões
  3. Beyoncé – 60 milhões
  4. Pink – 52 milhões
  5. Lady Gaga – 50 milhões
  6. Jennifer Lopez – 47 milhões
  7. Rihanna – 37.5 milhões
  8. Helene Fischer – 32 milhões
  9. Celine Dion – 31 milhões
  10. Britney Spears – 10 milhões

Redescobrindo as próprias metas e sonhos

Rodas de diálogo ajudam alunos a encarar angústias com maturidade

A última segunda-feira de maio amanheceu com o País em estado de tensão e incerteza. Fazia uma semana que caminhoneiros haviam deflagrado uma paralisação em protesto contra os reajustes do preço do diesel, e milhões de brasileiros tentavam lidar com a mobilidade comprometida por falta de combustível, a ameaça de escassez de produtos nos mercados e outros impactos da greve.

Naquela manhã, porém, os alunos da 2ª série E do Ensino Médio do Sabin tinham preocupações de outra natureza em mente. Reunidos no Espaço Maker do Colégio, eles participavam de um encontro com o psicólogo e consultor em Psicologia Escolar Ricardo Frenkiel, que faz a mediação de rodas de diálogo com cada uma das turmas de 1ª e 2ª séries do Médio. Como estratégia inicial para “quebrar o gelo”, Ricardo pediu que os alunos conversassem entre si sobre tópicos variados, como séries favoritas, medos, sonhos e, sim, suas opiniões sobre a greve dos caminhoneiros. Mas logo um tema ganhou proeminência sobre os demais e dominou o restante da hora e meia de dinâmica conduzida pelo psicólogo: a pressão que a maioria da turma dizia sentir para ter bom desempenho nos estudos e no vestibular.

O psicólogo ouviu as queixas sem oferecer respostas ou soluções, apenas devolvendo perguntas aos alunos. Se falavam em “pressão”, ele pedia: “Definam pressão”. Se reclamavam de ter de “decorar um negócio que só serve para o Enem, mas que não vai fazer diferença para a vida”, indagava: “E o que vocês precisam para a vida?” E, ao perceber que a conversa girava em torno do que pais e professores esperariam dos alunos (“eles acham que…”, “eles querem que…”), ou de como o modelo de vestibular seria imperfeito, Ricardo propunha: “Vamos tentar ser protagonistas? O que vocês podem fazer a respeito? O que está dentro da sua esfera de competência poder mudar?”

Ricardo não queria provocar, e a turma sentia isso. Sua intenção – o principal objetivo das rodas de diálogo que o Sabin tem promovido com os alunos do Médio – era a de convidá-los a olhar para seus problemas de outro ponto de vista. De uma perspectiva em que pudessem ver como tais problemas não se originam de nenhuma prova ou tarefa específica, nem de vestibulares difíceis ou de pressões familiares, mas de questões bem mais profundas. Questões que, com a atitude certa, podem ser administradas.

Segundo Ricardo Frenkiel, a ideia das rodas de diálogo é criar um espaço para os alunos falarem livremente sobre os temas que mais lhes interessam, identificar angústias coletivas e propor ferramentas para que eles próprios possam resolvê-las, ou ao menos lidem com elas de maneira mais produtiva.

Após uma primeira rodada de encontros no primeiro semestre, duas dessas “angústias coletivas” ficaram evidentes para o consultor e a Coordenação. “Em geral, as 1ªs séries trazem questões relativas a relacionamentos e vida social”, diz Ricardo, notando que, na passagem do 9º ano para a 1ª série, alguns grupos de amigos formados durante o Fundamental (turmas da manhã e à tarde) são desfeitos para se encaixarem em uma nova grade horária (aulas regulares só pela manhã). Já para as 2ªs séries, os estudos e a iminência do vestibular são as maiores fontes de preocupação.

Para a coordenadora do Ensino Médio, Áurea Bazzi, o diagnóstico não surpreende nem reflete incômodos específicos aos alunos do Sabin, mas aflições próprias à atual geração de adolescentes, que vêm inquietando educadores em diversas escolas. “Tem-se notado certa falta de autoconfiança nessa geração, certa tendência ao ‘entreguismo’: ‘Não consigo, não sou capaz’”, diz Áurea. “À medida que ficam mais velhos e as demandas sobre eles aumentam, muitos jovens têm deixado de tentar, de almejar e de sonhar”.

De acordo com Ricardo, tanto a baixa autoconfiança quanto a dificuldade em se relacionar – que, no extremo, manifesta-se em casos de bullying – sentidas pelos jovens de hoje explicam-se, em parte, por um mesmo elemento onipresente da vida moderna: as redes sociais.

Em primeiro lugar, diz o psicólogo, a maior parte das relações mediadas pelas novas tecnologias, mesmo para quem tem centenas de “amigos” ou “seguidores”, são “vínculos frágeis”, não fundamentados em valores. E vínculos que promovem comparações e parâmetros de realização pessoal nada saudáveis. “O jovem sente que precisa desempenhar um papel social mais para o outro do que para si mesmo”, diz Ricardo. “Mas, quando o outro é seu parâmetro, as frustrações são maiores, porque cada um tem sua potencialidade”. Áurea confirma a avaliação do consultor: “Eu ouço os alunos se queixarem de que, nas redes, todo mundo está feliz o tempo todo”.

O problema de fundo, argumenta Ricardo, não é que eles não sejam capazes de bom desempenho – nos estudos, no vestibular, nas relações –, mas que muitos perdem de vista o porquê de se esforçar e enfrentar desafios. Desempenhar para o outro não motiva, dá preguiça (não por acaso, nas rodas de diálogo, a “preguiça” foi apontada por 85% dos alunos da 2ª série como principal dificultador de seus estudos). “Percebendo isso, nós decidimos lidar com essa questão não focando o aspecto do sofrimento, mas sua alternativa: discutindo metas e projetos de vida”, diz Áurea Bazzi.

É um dos pontos que Ricardo Frenkiel tem buscado enfatizar nas rodas de diálogo. “Queremos fazê-los ver que os estudos difíceis e o vestibular concorrido têm menos a ver com aceitação familiar ou sucesso profissional e mais com o desenvolvimento pessoal de cada um, o meio para atingir seus sonhos”. Além disso, ele tem convidado os alunos a olhar para os colegas não como espelhos com os quais se comparar, mas como parceiros de jornada. “Eu tenho sugerido que eles conversem mais entre si, organizem grupos de estudo, ajudem-se sabendo que cada um tem suas potencialidades”, diz o psicólogo, que também tem proposto testes e dinâmicas para que os alunos descubram os métodos de aprendizagem e de organização de tempo mais adequados ao perfil de cada um. “A pressão é sobre todos; as provas e lições passadas para um grupo são rigorosamente as mesmas para outro. Então, vamos juntos, que a pressão é menor”.

Para Áurea, as rodas de diálogo são “uma forma de abrir espaço para a expressão das angústias dos alunos e para seu acolhimento; mas não para propor resolver os problemas por eles, e sim para convidá-los a um diálogo maduro sobre o que querem da vida e o que terão de fazer para alcançar”.

Aeroportos terão que cobrar taxas a partir do peso, e não do valor de obras de arte – Cultura

Uma resolução publicada na edição desta quarta-feira, 21, do Diário Oficial da União, determina que as concessionárias de aeroportos brasileiros não poderão cobrar taxas de permanência temporária de obras consideradas artísticas fixadas a partir do valor dessas obras. Com isso, passa a valer a cobrança de taxas por peso

A resolução, datada de 19 de novembro e assinada por Valter Casimiro Silveira, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, fixa, como diretriz de política pública setorial, a interpretação do termo “cívico-cultural” como sendo referente a obras de arte, instrumentos musicais e outras cargas que entram no Brasil sob regime de admissão temporária, destinadas a eventos de caráter cívico ou cultural. 

A determinação atende principalmente a um pedido dos museus que, com taxas estipuladas a partir do valor de cada obra, eram obrigados a desembolsar quantias que, muitas vezes, tornavam impossível a vinda dessas obras para o País. A Pinacoteca, por exemplo, para organizar a exposição Mulheres Radicais – Arte Latino-Americana, 1960-1985, teria de desembolsar cerca de R$ 56 mil se a taxa cobrada fosse pelo valor ao invés de R$ 1.079, pela determinação agora em vigor.