Saiba identificar se o seu pet sofre com a dor crônica

Saiba identificar se o seu pet sofre com a dor crônica

Brida Anderson/Creative Commons

Com o avanço da medicina veterinária, cães tendem a viver mais e surgem problemas relacionados à idade

O seu cão tem dificuldade de subir e descer escadas, não mostra mais o mesmo entusiasmo em sair para passear ou já não faz festa quando você chega em casa? Esses são alguns sintomas que demonstram que o seu pet pode estar sofrendo de dor crônica.

“Com o avanço da medicina veterinária, os cães tendem a viver mais e problemas relacionados à idade também passam a ser mais frequentes. A osteoartrite é uma das doenças mais recorrentes nesta fase”, afirma Luciana Nishi, gerente de Marketing da Vetoquinol.

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Os sinais clínicos mais comuns

1- Dificuldade para realizar movimentos, como correr, caminhar, levantar;

2- Maior esforço para movimentação em pisos lisos;

3- Claudicação (mancar) de um ou dois membros posteriores, o que leva a depositar mais peso nos membros anteriores;

4- Redução na amplitude das passada;

5- Relutância à realização de exercícios;

6- Evitar ser tocado.

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De onde vem a dor?

Uma das doenças que mais causam dor é osteoartrite. Uma doença degenerativa crônica que afeta ossos e tecidos moles de articulações (principalmente joelhos). Além de causar dor, reduz a flexibilidade do animal. A dor crônica também pode ser causada por otite, tumores (câncer), traumas mecânicos oriundos de fraturas, contusões, doenças renais, doenças periodontais e por distúrbios neurológicos.

O que fazer?

Se o cão ou gato sofre de alguma dor crônica é necessário acompanhamento veterinário. “O profissional especializado sabe como realizar o manejo da dor, que envolve o uso de medicamentos específicos, como anti-inflamatórios não-esteroidais (AINES) e/ou analgésicos, assim como tratamentos complementares”, afirma Luciana.

Como evitar?

O tutor pode colaborar com alguns cuidados no dia a dia que podem dar mais conforto ao pet:

1- cama confortável

2- piso antiderrapante

3- evitar deixar o pet em local frio ou exposto a umidade

4- elevar os comedouros e bebedouros

5- controlar o peso por meio de dieta equilibrada

6- exercícios diários

7- oferecer brinquedos e desafios

8- visitas anuais ao médico veterinário

Twangbopalula/Creative Commons

Dor e comportamento

Diversos comportamentos podem ser consequência de dores frequentes. Um dos cães que atendi na última semana se encaixa perfeitamente nesta situação. O pequeno cão da raça lhasa apso chegou com queixa de agressividade. Sempre doce, o peludo mudou de comportamento e começou a morder pessoas que mexiam nele. Basta ele estar deitado no sofá, alguém vinha retirá-lo, lá vinha a mordida.

Além da agressividade, outro comportamento chamou muito a atenção: o cão, que antes amava colo, passou a ser arredio e evitar contato mesmo da tutora. Primeira pergunta: “qual foi a última vez que vocês foram ao veterinário?”. A tutora me explicou que o pequeno estava passando por tratamento de pedra na bexiga e uretra.

Quem já teve pedras no rim, sabe muito bem a dor que o pobre cãozinho sente. Eu mesma já tive. Se pudesse, teria mordido muitos médicos pouco delicados, durante o teste Sinal de Giordano (tapinhas na região do rim, para verificar o nível da dor).

Resumo: os crises de agressividade datam de um período pouco anterior a descoberta da doença renal do peludo. Enquanto não terminar o tratamento e minimizar a dor, todos os manejos comportamentais serão pouco eficientes. Claro que já podemos começar uma modificação no ambiente que ele vive. Porém, enquanto ele estiver com dor, seu comportamento estará alterado.

Isso não acontece apenas nesse cãozinho. Pode acontecer com o gato ou cachorro da sua casa, do vizinho, do amigo, de um conhecido. Prestar atenção em qualquer alteração e levar ao médico veterinário é de suma importância!

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